Muitas, muitas pessoas clamando por amor, nas redes sociais.
Estão sozinhas.
Na maioria não são jovens ou são feios com bom-gosto.
Encontrar alguém que diga: te amo!, é uma simples tarefa e não depende de quem ouve a exclamação.
Basta oferecer o que produz amor.
Geralmente, é uma combinação de aparência, valores na conta bancária, competência na aeróbica sexual e/ou a maneira como quem vai dizer te amo: algumas pessoas gostam de carinho, outras nem tanto; preferem maus tratos.
Continuo só.
Este é um bloco sobre a Solidão. Ela tem sido a minha principal companhia e fez de mim um promíscuo: invadindo minha vida, trouxe consigo a Tristeza e a Angústia.
sábado, 17 de março de 2012
segunda-feira, 12 de março de 2012
Saída inexistente
Apenas balbucio solidão, pois não tenho sequer forças para articular em bom som: sou só.
Se parece lugar comum, você não avalia o que significa ser só...
Quero dizer: ninguém para lembrar, ninguém para querer, nem mesmo alguém de quem sentir ciúme.
Nada, vazio de esperança.
Se parece lugar comum, você não avalia o que significa ser só...
Quero dizer: ninguém para lembrar, ninguém para querer, nem mesmo alguém de quem sentir ciúme.
Nada, vazio de esperança.
domingo, 11 de março de 2012
Ainda...
De volta, ainda só e triste.
Triste porque só; sozinho, pois tenho bom-gosto.
Certas pessoas do sexo feminino inferem que, sendo feioso, sou obrigado a aceitar aquilo que se me aparece.
Não, este, não sou eu.
Aceito alguém que me deixe no estupor:
Impossível: precisa ser uma mulher visualmente interessante, com uma pessoa dentro de si.
E, importante: deve ser doida o suficiente para ficar com um sujeito feioso.
Só e triste. Ponto
Triste porque só; sozinho, pois tenho bom-gosto.
Certas pessoas do sexo feminino inferem que, sendo feioso, sou obrigado a aceitar aquilo que se me aparece.
Não, este, não sou eu.
Aceito alguém que me deixe no estupor:
Impossível: precisa ser uma mulher visualmente interessante, com uma pessoa dentro de si.
E, importante: deve ser doida o suficiente para ficar com um sujeito feioso.
Só e triste. Ponto
quarta-feira, 9 de março de 2011
Certa vez caiu-me às mãos um livro de autor desconhecido.
Ainda que a capa parecesse um pouco alongada, apresentando certa desproporção, visualmente tinha seus apelos. Pus na estante.
Abria aleatoriamente, observando uma ou outra imagem, ao longo de alguns anos: fotos interessantes. Eventualmente, me detive numa leitura atenta.
Desapontado, quedei desapontado...
Se mesmo numa capa desproporcional o título parecia interessante, o texto não revela qualquer qualidade positiva. Tema vulgar e provocador vulgarmente abordado, no entanto. Nenhuma revelação importante; figuras que jogam num nível absolutamente superficial; somente os tipos envolvidos vêm, eles mesmos, espessura nas próprias atividades. Ninguém, além deles, veria relevância naquelas relações.
O encanto produzido pelas imagens estava desfeito. Para um leitor muito interessado pelo visual foi uma experiência decepcionante: imagens foram usadas gratuitamente na construção daquela coisa.
Mas vale a pena identificar essa qualidade de objeto, para resguardar-se e não dirigir atenção desmerecida para entidades dessa mesma natureza. Estarei atento a quaisquer coisas que porventura sejam originadas na mesma autoria.
Em suma, extraí as imagens, armazenei com cuidado e incinerei o que sobrou.
terça-feira, 8 de março de 2011
Forneço “KIT PARA LIMPEZA PÓS-CARNAVAL”
Soluções eficientes para uso externo e cavidades.
Advertência: não produz efeitos na alma; se a folia deixou no seu espírito resíduos pútridos, procure um sacerdote ou sacerdotisa da sua seita.
Se você não é do tipo místico, ligue para o(a) seu(sua) terapeuta; Bom, se lhe passar à cabeça que ele, ou ela, pode estar passando pelo mesmo problema, você provavelmente estará jogando dinheiro fora.
Melhor será se você não registra os danos à sua alma; Nem todos o fazem; para tanto, certa sensibilidade é necessária. Nesse caso: use o KIT, limpe sujeiras externas, dobras e cavidades e estará preparado(a) para novas FESTAS, ENSAIOS, FORRÓS, ...
segunda-feira, 7 de março de 2011
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
Diálogo da noite passada
- Quem é você? (perguntou ela, sem pudor).
- Ninguém importante, sou o porteiro do cemitério.
- Ao menos trabalha em um lugar interessante.
- Depende do ponto de vista.
- Na minha cidade não há porteiro no cemitério. Ninguém quer entrar lá. (sorriu).
- Bom, além de porteiro, sou coveiro e zelador; algo como serviços gerais.
- Huuuum, chick! Trabalhador mesmo. (desdenhou).
- Chiquérrimo!
- Tripla jornada de trabalho; assim, fica rico.
- Já estou. Tenho adicional de insalubridade: quinze por cento do salário; mínimo.
Ainda que haja certos agravantes do ponto de vista do olfato.
- Além de rico, bem sucedido e bem humorado: um homem perfeito. Assim só no cemitério, mesmo.
- Perfeito, longe disso... Tenho enormes defeitos.
- Tem nada. Homens encontrados em cemitérios são perfeitos.
- Tenho, sim. O de maior relevância, contudo, é o meu bom-gosto: não fosse meu cruel bom-gosto, estaria bem; Homens encontrados no cemitério não são bons o bastante para certas pessoas: não podem maltratar, não mais.
Meu pior defeito: não ser um troglodita; muitas pessoas procuram trogloditas.
Meu pior defeito: não ser um troglodita; muitas pessoas procuram trogloditas.
- Se o troglodita for bonitinho, vale a pena.
- E há. Muitos.
Conclusão: para desconstruir a dor de ser só
uma alma solitária aceita conversas pequenas.
uma alma solitária aceita conversas pequenas.
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