quinta-feira, 3 de outubro de 2013

A tristeza que resulta da minha solidão tem a textura e a temperatura de uma lâmina afiada de navalha... 

E confirmo a cada dia não haver saída, pois não há mais pessoas disponíveis.
Algumas visualmente interessantes me ignoram, pois me julgam pela feiura.

Sigo só, retalhado a cada segundo pela gélida navalha que rasga quem vive só.
Quando alguém me diz que esteve num lugar com muita gente "bonita", penso perguntar: e havia alguma pessoa por lá?

Daí, não fico triste por não integrar esse contingente de "gente bonita"; e compreendo que estou só porque procuro algo muito difícil: uma pessoa, lá dentro, mesmo que por fora se veja muita beleza.
Acaba-se por descobrir que quando se busca a felicidade não se pode depender de outras pessoas.

sábado, 14 de setembro de 2013

Grito um grito
Ninguém ouve, ninguém quer ouvir.

Grito um grito para dentro d'alma:
uma câmara sonora;
amplia-se em geometria estrelar
a dor profunda de um grito  mudo, invisível.

sexta-feira, 8 de março de 2013

Volto a escrever
para registrar a ausência
de quem me fez submergir
no poço profundo e espesso da solidão.